Clipping


Recebo a boa nova pelo meu editor Esteban Rey Fontan que o livro de minha autoria "Arte em Jogo - Memórias Reinventadas" já se encontra nas maravilhosas livrarias Bamboletras, Padula e Palmarinca em Porto Alegre. Corram que são poucos exemplares.


Arte em Jogo






Manifesto em Defesa da Democracia


Carta de Antoine Leiris, ao EI, em homenagem à esposa morta no Bataclan, em Paris


"Vendredi soir vous avez volé la vie d’un être d’exception, l’amour de ma vie, la mère de mon fils mais vous n’aurez pas ma haine. Je ne sais pas qui vous êtes et je ne veux pas le savoir, vous êtes des âmes mortes. Si ce Dieu pour lequel vous tuez aveuglément nous a fait à son image, chaque balle dans le corps de ma femme aura été une blessure dans son coeur. Alors non je ne vous ferai pas ce cadeau de vous haïr. Vous l’avez bien cherché pourtant mais répondre à la haine par la colère ce serait céder à la même ignorance qui a fait de vous ce que vous êtes. Vous voulez que j’ai peur, que je regarde mes concitoyens avec un oeil méfiant, que je sacrifie ma liberté pour la sécurité. Perdu. Même joueur joue encore. Je l’ai vue ce matin. Enfin, après des nuits et des jours d’attente. Elle était aussi belle que lorsqu’elle est partie ce vendredi soir, aussi belle que lorsque j’en suis tombé éperdument amoureux il y a plus de 12 ans. Bien sûr je suis dévasté par le chagrin, je vous concède cette petite victoire, mais elle sera de courte durée. Je sais qu’elle nous accompagnera chaque jour et que nous nous retrouverons dans ce paradis des âmes libres auquel vous n’aurez jamais accès. Nous sommes deux, mon fils et moi, mais nous sommes plus fort que toutes les armées du monde. Je n’ai d’ailleurs pas plus de temps à vous consacrer, je dois rejoindre Melvil qui se réveille de sa sieste. Il a 17 mois à peine, il va manger son goûter comme tous les jours, puis nous allons jouer comme tous les jours et toute sa vie ce petit garçon vous fera l’affront d’être heureux et libre. Car non, vous n’aurez pas sa haine non plus."

Sexta-feira à noite vocês roubaram a vida de um ser especial, o amor da minha vida, a mãe do meu filho, mas vocês não terão meu ódio.
Eu não sei quem são vocês e eu não quero saber, vocês são almas mortas. Se este Deus, em nome do qual vocês matam cegamente, nos criou à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no coração dele.
Então não, não vou lhes dar o privilégio do meu ódio. Vocês tentaram, mas responder com ódio e raiva será ceder à mesma ignorância que fez de vocês o que vocês são. Vocês querem que eu tenha medo, que eu olhe meus conterrâneos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique minha liberdade pela segurança. Perderam. O mesmo jogador ainda está em campo. Eu a vi hoje de manhã. Enfim, depois de dias e de noites de espera. Ela estava linda, tão linda como sexta-feira à noite, tão linda como na noite quando me apaixonei perdidamente por ela, há mais de 12 anos. Claro que estou tomado de uma tristeza sem fim, posso assumir essa pequena derrota, mas ela durará muito pouco. Eu sei que ela nos acompanhará muito tempo e que nos encontraremos nesse paraíso de almas livres ao qual você nunca terá acesso.
Nós somos dois, meu filho e eu, mas somos mais fortes que todos os exércitos do mundo. Aliás, não tenho mais um segundo a te conceder pois devo me juntar a Malvil que vai acordar da sua sesta. Ele não tem nem 17 meses, ele vai comer seu lanchinho, como todo dia, depois nós vamos brincar, como todo dia, e por toda sua vida esse menininho vai ameaçar vocês, porque ele é livre e feliz. Porque não, vocês não terão o ódio dele, muito menos.
 (tradução de Florência Gil)

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