Projeto chinês - Ponte Salvador-Itaparica
"Colônia da China"?
por Vânia Wolff
"Os bolsonaristas decoraram uma frase: "Lula ladrão". Quando você pergunta "ladrão de quê?", os que sabem relinchar conseguem rosnar duas palavras: "mensalão" e "petrolão". Os que possuem dois neurônios funcionando vão um pouco mais longe. Falam: "sítio", "triplex".
Aí você demonstra que o tal do sítio onde Lula comprou pedalinhos pro neto nunca foi dele e que o "triplex" nunca foi comprado por ele. Daí, voltam a falar "petrolão", "mensalão". Nenhum deles sabe dizer qual o envolvimento do Lula nesses escândalos midiáticos.
Mas tanto no "mensalão" quanto no "petrolão", o presidente do PL, partido de Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto, e o ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, Ciro Nogueira, foram condenados. Ou seja, tanto "mensalão" quanto "petróleo" envolveram bolsonaristas da cúpula.
Falam que Lula foi "descondenado", mas não foi nada disso. Lula jamais teve condenação mantida, porque o julgamento da vara de Curitiba foi considerado incompetente para o caso. Além do mais, todos sabemos que Sérgio Moro sempre fez isso para construir sua carreira política.
Em resumo, o bolsonarista fala "Lula ladrão" não porque o Lula tenha cometido algum crime, mas porque decorou uma frase idiota que lhe dá pertencimento na bolha do ZAP ZAP dos "tiozão do churrasco". No fundo, quanto mais falam "Lula ladrão", menos eles aceitam a realidade de que o verdadeiro ladrão de joias é Bolsonaro, legalmente julgado, condenado e preso."
Por Thomas de Toledo, facebook 27/04/26
“A Conspiração Condor” é um filme brasileiro de ficção, com lançamento previsto para este ano, que se debruça sobre um dos episódios mais sensíveis da história política recente do país.
Dirigido e roteirizado por André Sturm em parceria com Victor Bonini, o longa, estrelado por Mel Lisboa, acompanha a investigação de uma jornalista a respeito das mortes suspeitas dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, ambas ocorridas em 1976, e levanta a hipótese de que os óbitos teriam relação com uma articulação conspiratória.
Além de Mel Lisboa, o elenco reúne Dan Stulbach, Zé Carlos Machado, Douglas Simon, Nilton Bicudo, Maria Manoella e o jornalista Pedro Bial.
Apresentador da TV Globo há mais de 45 anos, Bial teve, ao longo da carreira, participações pontuais no cinema, especialmente como dublador. Ele emprestou sua voz a produções como “Shrek 2” e “Desenrola”. Em 2012, participou do filme “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”, interpretando a si mesmo, e, em 2017, assumiu um papel ficcional em “Bingo: O Rei das Manhãs”, no qual viveu o personagem Armando.
Embora o cinema não seja seu principal ofício, foi em 2024 que a atuação ganhou maior destaque em sua trajetória, com a oportunidade de integrar o elenco de “A Conspiração Condor”.
O dado curioso, irônico — e para alguns até mórbido — é o personagem histórico que coube a Bial interpretar: o jornalista e político Carlos Lacerda, símbolo do golpismo da imprensa brasileira.
Lacerda ficou marcado como um dos principais líderes da UDN, orador de discursos inflamados, perseguidor de Getúlio Vargas e defensor entusiasmado do golpe militar de 1964 — e depois traído pelos generais. Jornalista de retórica persuasiva, construiu sua imagem pública como paladino da moral, ao mesmo tempo em que atuou ativamente para a desestabilização de governos eleitos.